REGISTROS, GENEALOGIAS, HISTÓRIAS E POESIAS...
a fim de preservação da memória de nossos ancestrais
MARILIA GUDOLLE C. GÖTTENS

sábado, 25 de agosto de 2012

Assento de Batismo de Rubens Silva Gudolle

                               
                              Batismo realizado em 18/10/1914

" Aos desoito de Outubro do m. amno (1914) na Parochia de S. Patricio de Itaquy, baptisei solemnemente Rubens, nascido a dez de Setembro do corrente ano, filho civil de Djalma Pereira Gudolle e Isalina Silva Gudolle. Padrinhos Otacílio Fontoura  Silva e Ritta Monteiro Silva. Vig.º Leão Blondet."



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Igreja Católica Registros RS/ Itaqui/ São Patricio

Momentos para Sempre...

Da esquerda p/ direita: Rubens S. Gudolle, Um amigo, Duarte S.  Gudolle, Luiz Gudolle. Sentados da   esquerda p/ direita: Raul S. Gudolle, Deuclydes P. Gudolle, Mário Duarte S. Gudolle
                                  


                José Benvindo S. Gudolle, Marli Floriano Gudolle e Filhos








Rubens S. Gudolle e Irma Silveira Gudolle com a Filha Inês em     Buenos Aires - 1945
      







 Nídia S. Gudolle Vidal e Romualdo Vidal                          
                     









Fotos: Vera L. Bicca e Sybyla Gudolle Bicca
Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle Gottens











sábado, 18 de agosto de 2012

Djalma Pereira Gudolle e Izalina M.Silva Gudolle


                                           


O primogênito do casal André e Maria Benvinda Gudolle, nasceu em Itaqui, RS, em 16/6/1885, às 22 hs. no lugar denominado São José, outrora 1º Distrito de Itaqui.
Com o falecimento de Maria Benvinda em 1894, Djalma e seus irmãos foram criados por André, sua mãe Virgínia e Malvina, esta, filha de André anterior ao casamento deste com Maria Benvinda.
"... Aproxima-se a época para mim, e todos vós meus queridos filhos, de mais desgostos, com quanto todos vós sejam pequenos, não podereis avaliar. No entanto, no dia 18 de Dezembro de 1894, na cidade de Itaqui, perdestes vossa extremosa e carinhosa mãe, minha virtuosa esposa. Foi uma fatalidade para todos nós. Que perda irreparável meus queridos filhos, todos vós em tenra idade. Que golpe profundo a mão fatal do destino desferiu sobre nossa família.
Vós, meu querido Djalma, ficastes órfão aos 9 anos, meu Dico aos 7 anos, minha Djalmira aos 2 anos e meio, minha Deolmira aos 1 ano e meio, e a última que nasceu às 3:15 da madrugada, que dá pelo nome de Delminda Benvinda, ficou órfão com 3 meses e cinco dias. Que injustiça da sorte. Seja feita a vontade de Deus, que tudo pode. Lamento mais por todos vós, que não mereciam tão cedo sorte tão cruel o desaparecimento daquela que lhes deu o ser e que era tão extremosa e dedicada para mim.
Ao relatar-vos este acontecimento, que já lá vai para mais de 2 anos, sangra-me o coração, cem anos que vivesse, idolatrarei a memória de quem foi vossa mãe e minha esposa...." Memórias Manuscritas de André Gudolle
André encaminha Djalma para estudar em Porto Alegre no ano de 1898 " ...coloquei-vos no Colégio em Porto Alegre. Creio que entraste para o mesmo no dia 13 de Abril de 1898, como bem deverás ter em memória. ..." Memórias Manuscritas de André Gudolle.
Ainda, neste momento, André assim se manifesta à seu filho Djalma: "... Nesta época, comprei meia légua de sesmaria de campo e matos, situado neste 2º Distrito de Itaqui; lugar que se chama Santo Isidro. Campo próprio para invernar bois. É de superior qualidade como campo rasteiro. Tenho em meu poder os traslados das escrituras do mesmo em número de 5;  já todas registradas. Pretendo não vender este campo. Se assim suceder, desejo deixá-lo à você e ao teu irmão Deuclydes, como condição de não vendê-lo; só assim um para o outro. É um campo especial, que dá para invernar 800 a 900 bois, negócio de muito resultado em nossa terra, ou por outra, é ainda um dos primeiros negócios em nosso Estado: invernar touros e vendê-los bois gordos, principalmente se vender na invernada. Salladeros, como dizem os castelhanos, é negócio muito arriscado. Aconselho-vos que prefiram fazer negócio na própria invernada.
Todo o tempo que tens estado no Colégio, eu aqui estou a comerciar nesta casa que dei o nome de Revolução, para comemorar a Revolução pacífica de 1889.
Os meus lucros não são grandes. Dá para viver com alguma abundância e para educá~lo e mais vosso irmão Deuclydes..." Memórias Manuscritas de André Gudolle.
Alguns anos depois: " A vosso pedido, solicitei do meu amigo Duarte Joaquim da Silva, a mão de sua dileta filha, Dª Isalina Monteiro Silva, para vossa esposa. Fui e fostes bem sucedido. Este pedido foi feito no ano de 1905...." Memórias Manuscritas de André Gudolle.

Filhos de Djalma:
Luiz de Souza Gudolle, nascido em Itaqui, em 29/01/1906,  falecido em Santiago, Rs, em 22/03/1970.
De seu 1º casamento com Benvinda Pires Gudolle, houveram os seguintes filhos já falecidos: Adroaldo e Arizoli Gudolle.
Do 2º casamento com Zaida de Mello Gudolle, houveram os seguintes filhos: Arlete Gudolle Lopes, Altir Tadeu de Mello Gudolle, Aloísa Gudolle Zancanaro, Adejane de Mello Gudolle e Ajanice Gudolle Kochenberger.

Filhos de Djalma e Izalina Silva Gudolle:

Nídia Silva Gudolle , casada com Romualdo Vidal (falecidos). Filhos: Carlos Alberto (falecido) e Inez Gudolle Vidal.
Maria de Lourdes Silva Gudolle, casada com Paulino Nunes Dias (falecidos). Filhos: Taís (falecida), Paulo Fernando (falecido), José Luis, Ieda e Décio (falecido);

Rubens Silva Gudolle (falecido), casado com Irma Silveira. Filhos: Alberto (falecido), Maria Regina e João Carlos.

Duarte Silva Gudolle, casado com Irma Moreira (falecidos) Filhos: José Raul (falecido), Gisela Gudolle Almeida, Gislaine Gudolle Souza e Luiz Duarte Gudolle (falecido)

José Benvindo Silva Gudolle, casado com Marli Floriano (falecidos). Filhos: Sandra, André Djalma, Ângela, Marcos, Carlos, Márcio e Tiago.

Heraclides Silva Gudolle, casado com Eunice Sampaio (falecidos). Filhos: José Djalma, Cristina, Jorge Fernando e Djalma.

Sybilla Silva Gudolle, casada com Ignácio Lacort Bicca (ele falecido). Filhos: Marta Iza Bicca Silveira, Ana Maria Bicca Medeiros, Maria Helena Bicca Ardais, Vera Lucia Bicca Goulart, Sibila Bicca Rolim e Maristela Bicca Ruttener.




Fotos: Arquivo Pessoal de Sybilla Gudolle Bicca
Dados: Vera Lucia Bicca Goulart
Dados: Arlete Gudolle Lopes
Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle Gottens
















                                                                                                                                                                             













quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Barão de Ibicuy - Francisco de Paula e Silva

" A 22 de maio de 1796, das mãos do Vigário José Resende Novais recebeu em Taquari (RS) o batismo Francisco de Paula e Silva, o futuro Barão de Ibicuy, nascido a 14 de maio de 1796. Era filho legítimo de Manoel da Silva Jorge e de Antônia Maria de Bittencourt. Militar, foi guarda-mor das Águas Minerais de Tipagi, no Paraná e tinha a medalha da Passagem do Humaitá. Por seus relevantes serviços prestados à nação, foi agraciado com o título de Barão de Ibicuy.
Casou a 30 de junho de 1829, em Caçapava do Sul (RS) com Felicidade Perpétua de Avelar Magalhães, batizada e nascida em Cachoeira do Sul (RS), a 15 de abril de 1809, e falecida em Santa Maria (RS) a 22 de março de 1886.
D. Felicidade era filha do Tenente Ricardo José de Magalhães e de Maria Manso de Avelar.
Francisco de Paula e Silva  foi agraciado Barão, em 29 de outubro de 1861, por D.Pedro II, conf. Decreto Imperial de 02.11.1861."


Francisco foi guarda-mor das Águas Minerais de Tipagi, no Paraná, e tinha a medalha da Passagem do Humaitá, uma operação militar, que se constituiu na ultrapassagem da Fortaleza de Humaitá, pelo rio Paraguai, por uma pequena força de seis monitores da Marinha do Brasil, em 19/2/1868, no contexto da Guerra da Tríplice Aliança.

De seu consórcio houveram os seguintes filhos:

. Maria de Paula, casada com Manoel Lucas Annes;
. Clara de Paula, casada com José Antônio Fernandes Cezimbra;
. Luis de Paula, casado com Maria Luisa Teixeira;
. Francisca de Paula (minha bisavó paterna), casada com José Caetano Motta;
. Rita de Paula, casada com José Castilhos dos Reis;
. General Firmino de Paula e Silva, casado com Margarida Neves;
. Francisco de Paula, casado com Praxedes Pereira da Costa;
.  Balbina de Paula, casada com João da Silva Bueno;
. Carolina de Paula, falecida solteira;
 . José de Paula, falecido solteiro.

O Barão de Ibicuy faleceu em Cruz Alta, em 10/04/1879, sendo que alguns anos após, seus restos mortais foram levados para o cemitério municipal da cidade de Santa Maria, RS, no Jazigo da Família.


Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle Gottens
Dicionário das Famílias Brasileiras - Verbetes: Ibicuy, Baronesa, famílias Silva Machado e Avelar Magalhães
Nobreza de Portugal e do Brasil - editorial enciclopédia - Lisboa, Vol. III, 1961

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Poesia - Recordando - Deuclydes Gudolle

Quando eu vou à esse  São Jorge amado
Quanta recordação me vem querida
Recordo com saudades dias do passado
Quando lá vivíamos tão feliz a vida...

E transporto-me para lá, quadra querida
De um risonho viver tão descuidado
Ninguém supunha chorar cruel sentida
As saudades de mortos tão amados...

Hoje tudo mudou, o sofrer é tanto
Que os olhos se conservam lacrimosos
E inunda a recordá-los amargo pranto...

Foram tantos os que foram e tão saudosos
Que a felicidade nos fugiu de espanto
Ao ver tanta dor em olhos tão chorosos...

                DELLE  - São Jorge/1934

Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle C. Gottens


terça-feira, 10 de julho de 2012

Assento de Óbito - Malvina Gudolle e André Martins Gudolle

       
          "Aos tres de Setembro de 1928, falleceu Malvina Gudolle, com 54 amnos de idade, filha de André Gudolle, solteira, e foi por mim encommendada. Vigº.Paulo ....."


          " Aos onze de Novembro de 1928, falleceu, victimado pela gryipe, André Gudolle, brasileiro, com setenta e seis amnos de idade, casado com Dª. Julia Nunes Gudolle, e foi por mim encommendado. Vigº Paulo...... ."


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Assento de Óbito - Duarte Joaquim da Silva


      "Aos vinte e cinco de Agosto de mil novecentos e desessete, falleceu Duarte Joaquim Da Silva, com sessenta e nove anos de idade, casado, filho legitimo de Bonifacio Soares da Silva e Bernardina Flora da Silva. Foi por mim encommendado e acompanhado até cemitério. Vigª. Leão Blondet".


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