REGISTROS, GENEALOGIAS, HISTÓRIAS E POESIAS...
a fim de preservação da memória de nossos ancestrais
MARILIA GUDOLLE C. GÖTTENS

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sábado, 24 de setembro de 2011

Cuentos da Tia Avó Dija (Djalmira Gudolle)

A Vó Dija contava uma história sobre os dois filhos naturais de André Gudolle: " Quando ele casou com a Maria Benvinda, escondeu os dois filhos naturais num rancho no fundo do campo, sem coragem de falar deles para sua noiva. Após o casamento, Benvinda foi residir na estância. Um dia ele saiu, e após voltar, encontrou Benvinda com os dois filhos naturais na porta da casa, esperando-o. Alarmado, perguntou: Quem são estas crianças, Benvinda? E ela respondeu: São nossos filhos". E encerrou-se a questão." " Se non é vero è bene trovato".

Arquivo pessoal de Marilia Gudolle C. Göttens e FCG

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Quinta do Português



Tentarei descrever como minha Tia Perica me contava e a contavam também, sobre a Quinta de CPM. Esse jardim fazia frente à Rua hoje Pinheiro Machado e fundos com a Av.Venâncio Aires. O Portão de entrada, que tão bem recordo, localizava-se de frente à Rua Pinheiro Machado, todo em ferro torneado, produzido em Portugal, contendo no centro, em sua parte superior as iniciais CPM, e um pouco mais acima, o ano de sua construção: 1858.
Essa imponente quinta teve marcadamente influências do barroco português.
Sobre o portão, existiam dois vasos em faiança esmaltada, ambos em duas tonalidades de azul e branco, decorados com figuras em alto relêvo. Nas laterais dos mesmos, continha azulejos de cores azul e branco, amarelo e branco e outro um pouco menor em azul escuro e branco. A mesma técnica dos vasos era igual aos dois primeiros tipos de ajulejos citado. Também fazia parte do antigo muro, a "curva francesa" ou volutas, ressaltando-se que nessa época, eram muito evidenciados esses detalhes em Portugal.
No interior da quinta, logo após o portão, havia uma grande escadaria em pedras enormes, vindas essas de Itaqui (RS). Lembro que quase no final das escadarias, sobre um pilar, existia uma estátua de um grande cão sentado, olhando de frente para o portão.
Seguindo após as escadarias, existiam fileiras de colunas decoradas com os ajulejos já referidos, sendo que em cada uma delas havia uma estátua em faiança branca, com escrito em azul: Santo Antônio (Portugal). Cada estátua representava um dos continentes. Eram em número de quatro, pois à época a Oceania ainda não fora descoberta. Essas estátuas eram mulheres, sendo que recordo da Asia, que parecia muito com a estátua da liberdade, e da Africa, que era uma índia com cocar coberto de penas e os seios de fora. As outras, não recordo.
Seguindo, vinha um pequeno portão, em duas partes, e em cada lado deste, em cima de um pilar, encontrava-se um leão sentado de frente para o Portão principal. Lembro que muitas vezes brincava com meus irmãos em cima dos leões, fazendo que andava à cavalo. Esses leões, quando os conheci, eram de um material que parecia de cimento, e já muito desbotado.
O que seguia-se após, não conheci. Mas tia Perica contava que existiam inúmeras flores e árvores da mais exótica espécie até as mais comuns, muitos bancos em pedras decorados, mesas redondas de pedras, e mais adiante, em uma altura de mais ou menos dois metros, havia uma estátua do Deus Baco (Deus do vinho), logicamente acompanhado de inúmeras carreiras de videiras.

Arquivo Pessoal de Marilia Castro Göttens
Gravuras gentilmente cedidas por Henrique Madeira

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Navegante Sonhador




"Apropiar-se da dimensão temporal da história não como uma sucessão de fenômenos que acontecem numa dimensão estática, mas que estão acontecendo, é em outras palavras, a apreensão do tempo histórico como um "continuum" e não como eventos isolados."




CAETANO PEREIRA DA MOTTA, meu trisavô, nasceu no reino de Portugal, Freguesia de São Miguel D'Oliveira do Douro, Bispado de Lamego, aos 15 de maio de 1818. Era filho legítimo de Manoel Pereira da Motta e Maria Joaquina. Neto paterno de outro Manoel Pereira da Motta e Gertrudes da Conceição, do lugar de Vergada de São Gonçalo da Comarca da Feira, Bispado do Porto, e materno de Manoel Pinto Cidade e Joseffa D'Almeida, do lugar de Oliveirinha. TRASCRIÇÂO do ASSENTAMENTO DE BATISMO de CPM: "Diz Maria Joaquina, molher de Manoel Pereira, assistente em Oliveirinha da Freguesia de São Miguel D'Oliveira do Douro, deste Bispado de Lamego,q' para requerimtos que tem preciza por certidão o theor do assento do Baptismo de seo filho Caetano, o qual se acha ainda no Archivo...Igreija; esendo necessário jura não ser pª cazo crime:pelo q. P......................Sº. seja cervido mandar ao seo Rdº Parocho lhe passe apedida certidão em termos legaes. ......................................................... Em Cumprimento do Despacho supra..........................deste Destrito, vi ni Livro dos Baptisados desta Igreja em folhas setenta e sete, verso, achei o aponto do theor seguinte. Aos vinte seiz diaz do mez de maio mil e oitocentos e desoito, Baptisei solemnemente, epuz os Santos Olios a Caetano nascido aos quinze deste mez, filho legitimo de Manoel Pereira da Motta, e de sua molher Maria Joaquina do logar de' Oliveirinha desta Freguesia; neto paterno d'outro Manoel Pereira da Motta e de sua molher Gertrudes da Conceição do logar de Vergadade São Gonçalo, da Comarca da Feira, Bisppado do Porto; e Materno de Manoel Pinto Cidade e de sua molher Joseffa d'Almeida, do logar d'Oliveirinha; forão Padrinhos Caetano da Costa, e sua molher Maria da Silva da Ribeira de Gil, e testemunha José Pereira Varzia do Ribeiro da........,Manoel Ribeiro....de Villanova, todos desta Freguesia; epara constar,mandei fazer este assento, dia, mez......:..............João d'Almeida Magalhães, José Teixeira de Manoel Ribeiro, huma.........., não se continha maiz no ditto apsento, que fielmente copeei, eaque me repporto. Residência d'Oliveira do Douro 25 de Janeiro de 1834. ............................................................................................ . Reconheço aletra e asignatura supra ser do próprio Reverendo..................da ........da Freguesia de SamMiguel d'Oliveira do Douro do que dou fé.


Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle C. Göttens