Nas minhas Bodas de Prata
Ninguém é mais feliz que eu neste momento
De ver meu lar assim tão festejado
E meus filhos num real contentamento
Celebrando meus vinte e cinco anos de casados...
E afirmo ser feliz num juramento
E ao ver minha terna companheira ao lado
Ao Altíssimo elevo o pensamento
E agradeço ser tão eternamente amado...
E vejo em vocês meu sangue quente
A mocidade palpitando ardente
Meus rebentos tão viçosos florescer...
Eu suplico ao meu Deus todo bondade
Que a vida só lhes dê felicidade
E que sejam tudo que eu quisera ser...
DELLE - 1938
Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle C.Göttens
REGISTROS, GENEALOGIAS, HISTÓRIAS E POESIAS... a fim de preservação da memória de nossos ancestrais
MARILIA GUDOLLE C. GÖTTENS
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sábado, 24 de dezembro de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Poesia Deuclides Gudolle
À minha Iaiazinha
Que recordações tu me trás da mocidade
Desse tempo longe e tão distante
Eu era uma criança e vivia delirante
E sonhava com esse amor que era verdade
E lembro-me de tudo... não esqueço nada
Nem da velha tâmara que lá havia
E quando a via, de longe já sabia
Que era ali que vivia a minha amada...
E lembro-me ainda quando na salinha
Brincáva-mos escrevendo numa pedra
Perguntando à sorte, se serias minha...
E a sorte não mentiu, hoje estou vendo
E naquela pequenina Iaiazinha
Que na saudade de ti estou revendo...
DELLE Revolução, 1909
Poesia - Deuclides Gudolle
Castelo de Sonhos
Eu também avistei um castelo radiante
Povoado de sonhos, inundado de luz
Onde estava a glória a me acenar avante
Onde vive o saber que o destino conduz..
E deixei-me ficar qual calmo viandante
Que não apressa a chegar, e a divagar me pus
Veio a aurora, o dia, a luz bruxuliante
Veio a noite depois... e eu às trevas me expuz.
E embora eu lute nesta noite densa
Tateando e velho já sem crença
Alcançar procure esse castelo ideal...
E se me fosse dada uma nova jornada
Com que ânsia eu percorreria a estrada
Que conduz ao saber, essa glória imortal..
DELLE - Santa Thereza, 1929
terça-feira, 7 de junho de 2011
Poesias ( Deuclides Gudolle)
A partir desta data, serão postadas inúmeras poesias de meu Avô materno Deuclides Gudolle, as quais jamais foram publicadas, com algumas exceções em jornais, na década de 1930 e 1940 nas cidades de Itaqui, e Passo Fundo. A ortografia será conservada.
Taimbé
Lá na minha risonha mocidade
Cheio de vida, de ventura e fé
Eu também escutei, na realidade
A voz rouca e triste do Taimbé.
Minha vida era linda de verdade
Vivi cantando, descuidado até
Nem pensei que um dia esta saudade
Fosse cantar sombras que o passado é.
Tudo passou com o findar dos dias
Foram-se a mocidade as alegrias
Que esse tempo nos dá, tão desiguais...
Inda canta o Taimbé, na voz tristonha
Como a saudade que cantando sonha
Com a mocidade que não volta mais.
DELLE (Santa Tereza)
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