REGISTROS, GENEALOGIAS, HISTÓRIAS E POESIAS...
a fim de preservação da memória de nossos ancestrais
MARILIA GUDOLLE C. GÖTTENS

sábado, 16 de junho de 2012

Assento de Batismo - Djalma Pereira Gudolle



                             Batismo ocorrido em Itaqui,RS, em 24/4/1887

                         
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"Aos vinte e quatro dias do mes de Abril de mil oitocentos e oitenta e sete, nesta Parochia de Sam Patricio de Itaquy, baptisei e pus os Santos Oleos em Djalma, branco, nascido em vinte e seis de Junho de mil oitocentos e oitenta e cinco, filho legitimo de Andre Gudolle e Maria Benvinda Pereira Gudolle - desta Provincia. Padrinhos Galdino Francisco Pereira Nunes e sua mulher Camilla Vieira Nunes Pereira, avós maternos. E para constar, mandei passar a presente que assigno. O Vigario José de Noronha Nápoles Massa."
                                  

Poesia - Galopa Pensamento - Deuclydes Gudolle

Galopa pensamento, vai galopa
E vai pousar nesse rincão amado
Vai em cada canto, não te poupa
É ali que está todo o teu passado...

Moço ainda...pelos sonhos embalados
Tua vida sempre foi real encanto
Embora às vezes, a dor te torturava
E teus olhos vertiam amargo pranto...

A mocidade é desabrochar de sonhos
Sonhos, mais sonhos, todos tão risonhos
Continuaram no peito a florescer...

E a vida foi assim passando
E o moço sonhador, sempre cantando
Envelheceu, e cantando quer morrer...

         DELLE -  POA/ 1964


Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle C. Gottens

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Assento de Matrimônio - Duarte Joaquim da Silva e Maria José Antunes Monteiro


 Matrimônio ocorrido em Itaqui, RS, em 20/6/1881


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          "Aos vinte de Junho de mil oitocentos e oitenta e um, nesta Parochia de Itaquy, depois das tres canonicas admoestações e mais diligencias do Consilio Tridentino e Constituições do Bispado, sem impedimento em minha presença e das testemunhas José Fernandes Cardoso e Coronel Joaquim Rodrigues Lima, se recebem em matrimonio, com palavras do presente, Duarte Joaquim da Silva, nascido e baptisado na Parochia da cidade de Alegrete, filho legítimo de Bonifacio Soares da Silva ja fallecido, e Bernardina Flora da Silva, com Maria José Monteiro, nascida e baptisada nesta Parochia, filha legitima do Capitão José Antunes Monteiro e Ritta de Paula Monteiro; e lhes conferi as bençãos nupciaes, na forma do Ritual Romano. E para constar, fis este, que assigno - O vigário José de Noronha Napoles Massa."

terça-feira, 12 de junho de 2012

Arquivo Jean Gudolle - Documentos III


"ORAÇÃO" pertencente à Jean Gudolle, com a grafia inalterada







 Transcrição Paleográfica  por Vanessa Gomes de Campos


                     Arquivo Pessoal de Marilia  Gudolle C. Göttens

domingo, 10 de junho de 2012

Conversas entre Família


Em comentário sobre nosso trisavô Jean Gudolle, da sua fama de agiota que originou-se do enorme preconceito dos estancieiros daquela época de antanho, pelo fato do mesmo ter enriquecido quando vendia, comprava, fabricava e dava créditos, certa ocasião um primo assim referiu:"Só lhe faltava plantar arroz, para que o preconceito contra o Jean fosse completo. Ademais, era muito estourado como bom gascão".
Prosa vai, prosa vem, ainda completou: "Hoje, graças ao arroz, Itaqui tem um dos maiores PIB agrícolas do RS. Em Santana e Bagé hoje se planta a vinha, mas quem o faz são os..."gringos" da serra e japoneses. Essa região é bem mais própria para o vinho que a da serra, por uma nítida estação seca, que cada vez mais se acentua. Aliás, um vinho da Miolo, com uva de Bagé, se chama "Fortaleza do Seival". Justamente onde se lutou a célebre batalha desse nome (vitória farrapa que originou a independência da República Piratiní) e onde morreu nosso antepassado direto: Davi Francisco Pereira (daí o Pereira Gudolle de nossos avós); de maneira mais que heróica, lutando ao lado dos imperiais, já que era casado com uma Nunes, monarquistas. O Davi, aliás, escreveu o ABC da Batalha do Rosário, quando dela participou (a Ituzaingó dos Argentinos), com acérrima coragem aos líderes do Império".

FCG  -  Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle C. Göttens

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Arquivo Jean Gudolle - Documentos III



                               Oração pertencente à Jean Gudolle, escrita por seu próprio punho.


                 Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle C. Göttens

Cuentos da Tia Avó Dija (Djalmira Gudolle)

A Vó Dija mantinha um "salon" em Itaqui, RS, onde se conspirava a Revolução de 1930 e do qual participaram entre outros, o seu cunhado Oswaldo Aranha e o Getúlio Vargas, que a chamava de "prima".
Tia Dija foi muito pioneira nisto, pois naquele tempo raras foram as mulheres que se envolveram em política.
Sua atuação na Revolução de 30 que está no Diário de meu bisavô André Gudolle, seu pai, sobre o Tio Oswaldo, foi, no mínimo heróica!!!!
Defendeu o Luiz Aranha com o próprio corpo, dos tiros que os legalistas lhe prepararam do barco em que iam fugir para Alvear (Argentina) , e convenceu vários soldados legalistas a passarem para o lado dos revolucionários.
Conseguiu dinheiro,cigarros, fósforos, fez pastéis e pão de minuto e distribuiu tudo pela soldadesca.
Isto tudo está documentado em carta que Tia Dija escreveu à D. Luizinha Aranha. No final da carta assim ela ainda escreveu:" Me perdoe se perjuro, mas sinto que Deus me tenha posto nesta figura de mulher; como homem, teria feito muito mais por nossa terra"...


Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle C. Göttens