REGISTROS, GENEALOGIAS, HISTÓRIAS E POESIAS...
a fim de preservação da memória de nossos ancestrais
MARILIA GUDOLLE C. GÖTTENS

sexta-feira, 6 de junho de 2014

ASCENDÊNCIA DE FRANCISCO DE PAULA E SILVA - BARÃO DE IBICUÍ


FRANCISCO DE PAULA E SILVA, era filho legítimo de MANOEL DA SILVA JORGE, n. em 10/02/ 1744 na Freguesia de Santa Catarina de Castelo Branco, Bispado de Angra Ilha Faial - Açores e + em 31/10/1825 em Taquari, RS; e de ANTÔNIA MARIA DE BITTENCOURT, n. em 26/08/1775  na Freguesia de Santo Ângelo do Rio Pardo, RS,  então pertencente ao Bispado do Rio de Janeiro e + em 19/6/1796 em Taquari, RS.
       Era neto paterno de INÁCIO DA SILVEIRA, n. na Ilha São Jorge, Açores e + em 1769 e de ANA DA SILVEIRA, n. na Freguesia de Santa Catarina de Castelo Branco, Ilha Faial - Açores e + em 1769.
       Neto materno do alferes MATIAS DA SILVEIRA, n. na Ilha São Jorge - Açores e + em 12/05/1810 em Rio Pardo, RS e de ISABEL FRANCISCA DE BITTENCOURT, n. na Freguesia de Velas, Ilha São Jorge - Açores.

       MANOEL DA SILVA JORGE E ANTÔNIA MARIA DE BITTENCOURT tiveram os filhos:

- Genoveva Maria de Bittencourt, n. em 02/01/173 e + em 1830. Foi casada com José Jacintho Pereira;
  
- Inocência Maria de Bitencourt, n. em 27/08/1755, em Taquari, RS. Foi casada com Raimundo da Silveira Santos;

- Maria ? n. em 09/01/1780;

- JOÃO DA SILVA MACHADO ( Barão de Antonina ) Próximas Postagens;

- Maria Angélica da Silva, n. 08/08/1876 em Taquari, RS;

- Juliana Maria da Silva, n. em 19/03/1789 em Taquari, RS. Foi casada com Francisco da Rocha e Souza, n. em 1785;

- Joana Felícia da Silva, n. em 14/10/1791 em Taquari, RS. Foi casada com João Francisco Ilha, n. em 1788 e + em 1796;

- FRANCISCO DE PAULA E SILVA ( Barão do Ibicuí ) Próximas Postagens.

      MANOEL DA SILVA JORGE, casou em 2ª núpcias no ano de 1797 com Bernarda Joaquina do Nascimento, n. em 1763, filha de Diogo Inácio de Barcelos e Ana Felícia do Nascimento, n. em 1746 e + em 1818.
      Desse 2º casamento teve:

- Alexandre Luís da Silva, n. em 31/10/1798 e + em 27/07/1895 em Taquari, RS.


Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle Castro Gottens
A Paróquia de São José do Taquari no Bicentenário da Imigração Açoriana no Continente do Rio Grande de São Pedro ( Mons.Dr. João Maria Balem ), Imprimatur - Nov..1949.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

                          UM TAL CHICO ESTANCIEIRO  -  Antônio Francisco Correia da Silva


            "Nos tempos de antanho, havia no interior do município do Itaqui, época das carroças e carrinho de rodas fina puxado por dois cavalos gordos, sendo que na parte de trás carregava-se um baú para acomodar as malas com destino até a estação ferroviária, homens que usavam fraque e mulheres donzelas com suas roupas coloridas.
           Havia a estação do Bororé, a de Maçambará e de Tuparay naquelas plagas interioranas do Itaqui; todas construídas de pedras com código morse e um sino para indicar o horário de saída do trem...
           Lá nesse fundão onde o sol se esconde no horizonte morava "um tal Chico Estancieiro" (Antônio Francisco Correia da Silva) que veio a casar com Rita de Cássia Monteiro Sampaio, uma das filhas de José Ferreira Sampaio e Esmerilda Antunes Monteiro Sampaio ( citados anteriormente neste Blog, sob o título "Uma parte de Nós - Os Monteiro Ferreira Sampaio"  30/04/2013).
          Rita de Cássia e Chico tiveram os filhos: a) Maria Luiza Sampaio Silva, n. em Itaqui, Rs, em 03/09/1898; b) Luiz Darcy, n. em Itaqui, Rs, em 28/12/1904 e Percy n. em Itaqui, Rs, em 02/02/1912.

            a) MARIA LUIZA SAMPAIO SILVA casou em Itaqui em 24/12/1915, aos 17 anos, com PEDRO DE AZEVEDO CONCEIÇÃO, n. em 21/02/1888 em São Sebastião do Caí, Rs. Era o  filho mais velho do casal Maria Antônia Teles de Azevedo, n. em 29/02/1869 e Virgilio de Souza Conceição, n. em 20/03/1857 em Porto Belo, SC. O casal, cujas famílias estão vinculadas a alguns dos mais antigos troncos do Rio Grande do Sul, tinham mais cinco filhos: Marieta, casada com Gastão Prates, Julieta, Moreninha, Jorge e Daura, casada esta com Oscar Fischer.
           Pedro de Azevedo Conceição passou parte de sua infância na região colonial onde seu pai, engenheiro agrimensor formado pela Universidade de Barcelona, Espanha, demarcou as terras do local Campos dos Bugres, atual cidade de Caxias do Sul, onde havia uma rua com seu nome.
            Pedro morou também em Montenegro, RS, na Fazenda do Pontal, de propriedade de sua família. Fez seus estudos em Porto Alegre e, por volta de 1913, foi nomeado professor na cidade de São Borja, RS. Ná época, era Secretário da Educação o Dr. Protásio Alves e o Rio Grande era governado por Júlio de Castilhos. Algum tempo depois, Pedro transferiu-se para a cidade do Itaqui onde foi professor da Escola Elementar.
            Em Itaqui foi que conheceu a jovem Maria Luiza Sampaio Silva (Dima), com quem se casou. O pedido de casamento foi feito por seu amigo Coronel Euclides Aranha, pai de Osvaldo Aranha. Pedro essa época contava com 27 anos.
            A lua-de-mel foi em Buenos Aires, Argentina.
            Como a sogra de Pedro Rita de Cássia já era viúva, após o casamento Pedro passou a administrar a fazenda Sina-Sina, de propriedade de sua sogra, passando mais tarde, a arrendá-la. Dedicou-se a essa atividade por mais de 50 anos. Com a morte de Rita de Cássia, as terras foram divididas entre Dima e Percy que ficou com a sede. Na parte que coube à Dima, foi construída outra casa e a propriedade foi chamada de "Rancho Grande". Na fazenda, Pedro lecionava os filhos, ajudado pela irmã Moreninha que morou durante algum tempo com a família do irmão.
            PEDRO e DIMA tiveram 6 filhos: Déborah, Ilka, Darcy, Nilo, Fábio e Beatriz. Déborah casou com Humberto Zaccaro Faraco, Ilka casou com Alexandre Orcy, Darcy casou com Maria do Carmo Matos, Nilo casou com Amira Squeff, Fábio casou com Teresa Krebs e Beatriz casou com Washington Manoel Vijande de Sosa Bermúdez.
            Pedro era alegre e barulhento. Contava histórias com muita graça e seu riso contagiava quem estivesse por perto. Adorava ir ao clube do Comércio em Itaqui, do qual foi presidente. Houve uma época em que a família morou em frente ao clube. Quando Dima queria saber onde ia o marido, abria a janela da casa e logo escutava as risadas e a voz trovejante dele, divertindo-se com os amigos no prédio em frente.
            Pedro dançava bem e não perdia bailes. Era ele quem marcava a quadrilha, dando os comandos em francês.
           Amplamente relacionado na sociedade Itaquiense, foi um elemento de destaque em sua comunidade.
           Era um homem de vasta cultura e voltado ao progresso. Alegre, extrovertido e comunicativo, Pedro foi um grande entusiasta das artes. Apreciava os livros, tanto a prosa como as poesias e adorava charadas e trocadilhos. Mas sua paixão era a música. Cultivou a música popular e a clássica e era exímio e talentoso pianista.Gostava de tocar valsas, sambas, marchas, polcas, tangos e maxixes.
           Depois das lidas do campo na fazenda Sina-Sina, tomava seu banho, colocava o pijama e sentava-se ao piano. Tocava durante horas e todos dançavam, inclusive Dima. A música atraía a peonada que se debruçava na cerca para ouvir.
       Tornou-se rádio amador e lá no Rancho Grande levantava antes do sol nascer para chamar os companheiros de rodada. Fazia o maior barulho e acordava todo mundo caminhando de tamancos e com a bombacha sempre caindo. Ligava o gerador, pigarreava em altos brados e já começava: "Bororé de Bororé" . Foi numa dessas rodadas que o amigo Juca Vieira, conhecido pelas tiradas cômicas, contou que tinha ouvido notícia de que havia começado uma guerra meio mundial e que a Alemanha tinha invadido um país com nome parecido com égua (Noruega).
           Adorava os netos e dava-lhes apelidos estranhos como " Dona Sezebuta, Dona Maria Quitéria e Seu Fulano dos Anzóis, Carapuça ou dos Pinhais", divertindo-se com as caras desconfiadas que faziam.
            Era bom cavaleiro e, na fazenda, sua montaria preferida era uma égua chamada Bugra, preta e com uma estrelinha branca na testa. Já bem mais tarde, montava uma égua tordilha chamada Bolacha que os peões não deixavam os netos encilhar porque o animal "era do andar do patrão".
            Tinha um hábito engraçado. Quando estava na cidade, chegava em casa e colocava o pijama, quase sempre listrado de preto branco e azul, conservando a camisa social e a gravata. Aliás, antigamente era chique os cavalheiros usarem o casaco de pijama como blazer nas viagens de trem.
            Na mocidade dava suas escapadas. No Bororé ou no Recreio, vivia um certo Pedro Lacerda que, segundo diziam era filho dele com uma tal de Selvanira, filha de um posteiro da fazenda. Pedro Lacerda morreu em 14 de fevereiro de 203, aos 72 anos e deixou uma família numerosa
            Pedro Conceição só envelheceu fisicamente. Durante sua longa enfermidade ele dizia inconformado: "a carcaça é velha, mas o espírito ´continua jovem". Faleceu em 09 de agosto de 1969, aos 81 anos em Porto Alegre, e tocou piano até a véspera de sua morte.


1ª Parte: Jorge Fernando Sampaio Gudolle e Marilia Gudolle Gottens
Family Search Centers Igreja Católica Registros Itaqui RS/São Patrício
2ª Parte: Rita Faracco
             
            
              
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

No dia das Mães - Deuclydes P. Gudolle

Tu que das Mães és a mais sublime
Improviso estes versos neste dia
Expressando assim o quanto exprime
Em minha mulher, ser minha alegria...

Tantos filhos tivestes que redimes
Algumas faltas que talvez terias
O teu amor por mim, eu sei confirma
Esta minha tão grande idolatria...

E em ti à todas as mães bendigo
E meu pensamento sempre está contigo
Pedindo ao Santo nome de Jesus...

Que conceda à todas as Mães  felicidade
E que com as tuas preces de verdade
Peças para mim muito mais luz...

     DELLE - 12/5/1964  POA -


Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle Gottens

Se eu pudesse voltar... Deuclydes P. Gudolle

Se eu pudesse voltar à minha mocidade
Reviver no tempo em que vivi outrora
Não teria como tenho esta saudade
De tudo o que passou e que não volta agora...

Eu que tenho muitos anos de idade
Mas gosto ainda dessa luz da aurora
Revejo nessa luz com claridade
Tudo que amei e que minha alma chora...

Como é bom recordar os dias idos
Os tempos de moço, tão queridos
Os sonhos lindos do sonhar de então...

Recordar é viver de novo a vida
É ter uma ilusão sempre querida
Uma saudade enchendo o coração...


    DELLE - 1955


Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle Gottens

terça-feira, 7 de maio de 2013

Para que mais Versos? - Deuclydes P. Gudolle

Para que mais versos, já fiz tantos
E eu gosto de todos recordar
Recordando no meu passado vejo quantos
Sonhos lindos sonhei sem realizar...

E todos aqueles sonhos estão escritos
Nos versos... nos que eu pude burilar
E hão de ficar neles muitos gritos
Que o constante gritador pode soltar...

Os gritos que em meu peito então soltava
Traduziam a minha ânsia de viver
E todos os ideais que acalentava....

Eu sentia mais no peito florescer
Eram eles que minha lira inspirava
Eu sempre a cantar... sempre a sofrer...

     DELLE - POA/ 1964



Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle Gottens

sábado, 4 de maio de 2013

Momentos Eternos

                      Casamento de Eunice Sampaio e Heraclides Silva Gudolle
                   

                       Casamento de Sybilla Silva Gudolle e Ignácio Bicca




                         Casamento de Irma Moreira e Duarte Silva Gudolle



                              Casamento de Gigi Silva e Alfredo Ayubi



Arquivo Pessoal de Marilia Gudolle Gottens










sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nazaré das Farinhas - Um pouco da terra de meu Avô Paterno Virgilio Nunes Castro




Nazaré das Farinhas nasceu por volta de 1573 do primitivo núcleo surgido à margem direita do rio Jaguaripe, junto ao local onde agora se eleva a Capela de Nossa Senhora da Conceição.
O povoamento da região foi feito por colonizadores portugueses. Fernão Cabral de Ataíde se tornou o primeiro a entrar na região e se fixar, estabelecendo-se no local onde hoje está a cidade de Nazaré e ali construiu um engenho de açúcar, uma capela dedicada a São Bento e algumas casas para abrigo e residência.
A economia do povoado era a princípio baseada na produção de açúcar e na exploração da madeira. No entanto, a produção de açúcar naqueles terrenos perdia no confronto com as ricas terras de "massapé" do fundo da Baía de Todos os Santos, entre o Rio Paraguaçu e a Baía de Aratu. Nazaré procurou assim, desenvolver atividades e culturas de subsistência para abastecer a capital e a banda açucareira do recôncavo.
Posteriormente, e com as notícias da aparição da Virgem de Nazaré, o povoado tornou-se alvo de crescentes sesmarias.
Hoje a população encontra-se em torno de 30.000 habitantes. Entre os atrativos do local existem pequenas ilhas, algumas como praias próprias para banhos, como a Ilha das Fontes, do Patí e Bimbarra. A distância da capital é de 216 km.
Hoje Nazaré é uma das maiores cidades produtoras de cerâmica, com importantes feiras como a famosa de "Caxixis" e sua produção intensa de "farinha de copioba".
Por ser um verdadeiro santuário do Brasil colonia, revela aos visitantes sobrados e igrejas centenárias, construções desalinhadas, becos e travessas que ainda mantém intacta a atmosfera do século XIX.







Biblioteca IBGE.gov.br/bahia/nazaré
Fotos: Skiscrapearcity.com